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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Dificuldade para emagrecer




A dificuldade de perder peso pode ser causada por diversos fatores. Os fatores que mais percebo na prática clínica que interferem mais nessa dificuldade são:
1.          SOP – Síndrome dos Ovários Policistícos. pacientes com essa síndrome comumente apresentam resistência à insulina, o que pode levar à dificuldade de perder peso. O diagnóstico é feito por ultrasonografia e o tratamento deve ser feito com orientação de um ginecologista. A alimentação é fundamental para evitar o aparecimento de algumas doenças correlacionadas com a SOP.
2.          Hipotireoidismo e Hipotireoidismo Subclínico. ambos, quando não devidamente tratados, podem reduzir a taxa de metabolismo basal do indivíduo em até 40 %. Então, mesmo que o paciente coma muito pouco, não consegue uma perda de peso interessante. É importante verificar os níveis de TSH e T4 livre no sangue. Em caso de alterações (elevação de TSH e baixa de T4), deve-se procurar um endocrinologista para tratamento medicamentoso e um nutricionista, para reeducação alimentar.
3.          Dietas muito radicais. No ímpeto de perder peso a qualquer custo, muitas pessoas acabam prejudicando todo o seu metabolismo e ganhando peso com muita facilidade. Por que?! Porque o corpo humano responde à baixa ingestão calórica com uma redução do metabolismo e, dependendo do quão radical está a restrição calórica, pode-se ter perda de massa magra acentuada, o que prejudica o quadro. Então, quanto menos você come, menos seu corpo gasta. O fundamental é emagrecer aos poucos, mudando sempre o cardápio. Por isso, nós nutricionistas pedimos que o paciente sempre retorne para reavaliação.
4.          Deficiência de vitaminas do complexo B. Pois é! Sempre que prescrevo essas vitaminas para pacientes que querem perder peso logo escuto com tom de desespero “Mas eu vou engordar!”.  Vitaminas não têm calorias, claro! As do complexo B, particularmente, são fundamentais para a produção de energia a partir dos macronutrientes (carboidratos, gorduras e proteínas), ou seja, para você utilizar o que você come (“queimar”, “gastar calorias” etc) você precisa de vitaminas do complexo B.
Para verificar a deficiência dessas vitaminas, o nutricionista avalia alguns sinais e sintomas clínicos e pode pedir exames laboratoriais.
5.          Deficiência de Cromo. Esse mineral ajuda o corpo a aproveitar o carboidrato ingerido na produção de energia e não na síntese de gordura. Além disso, sua deficiência também está relacionada à vontade exagerada de consumir doces. Onde encontramos o Cromo: carnes, queijos, cereais integrais e nozes.
6.          Dietas de alto índice glicêmico. De quase nada adianta consumir poucas calorias se a carga glicêmica do alimento é alta! Traduzindo: de nada adianta trocar 02 fatias de pão integral por alguns biscoitos doces por terem o mesmo valor calórico. Quanto mais rico em açúcar for o alimento, mais gordura você vai sintetizar. Logo, não troque calorias por calorias. SEMPRE analise o teor de fibras, proteínas, açúcar, gordura trans e saturada e sódio dos alimentos. Todos esses interferem no quanto o alimento pode engordar ou te deixar mais inchado.
7.          Sedentarismo. Bem, o exercício sem alimentação balanceada não tem resultado. A dieta balanceada sem exercícios físicos pode ter resultados, mas é mais difícil e demorado.
8.          Sono insuficiente e estresse. Quando estamos muito estressados, ansiosos, dormindo pouco aumentamos a síntese de CORTISOL. Esse hormônio quando acima dos valores de referência pode levar à perda de massa magra, ao ganho de peso, lapsos de memória, resistência à insulina. É importante dosar o Cortisol salivar ou urinário caso o paciente relate ser muito ansioso ou estar sob muito estresse. Dependendo dos níveis desse hormônio, pode-se buscar intervenção medicamentosa, psicológica e mudança de hábitos de vida.]
9.          Genética. Infelizmente nossa herança genética interfere no quão fácil ou difícil será emagrecer, mas esse fator não é decisivo. Como ainda não podemos selecionar e modificar os genes que nossos filhos vão herdar, precisamos nos prender à alimentação saudável e à pratica regular de exercícios físicos, fato! No entanto, quando atendo crianças obesas ou com sobrepeso filhos de pais com mesmo perfil corporal, percebo que essa situação está mais relacionada à herança da má alimentação e não à herança genética.

CUIDE-SE SEMPRE! A alimentação é sua principal fonte de saúde.

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